FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO - 1 SEM 2026
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No dia 26 de maio ocorreu o 8º Encontro de Formação do Pacto da EJA (Regional de Marília, polo 15). A formação foi realizada na sede da Secretaria Municipal da Educação, com reflexões acerca da temática “Trabalho como eixo estruturador das práticas pedagógicas na Educação de Pessoas Jovens e Adultos”.
Entre as principais aprendizagens vivenciadas durante o processo formativo, destaca-se a compreensão do trabalho como dimensão constitutiva da vida dos sujeitos da EJA, ultrapassando a ideia de trabalho apenas como ocupação profissional. Os professores e coordenadores puderam refletir sobre práticas pedagógicas mais contextualizadas, integradoras e alinhadas às experiências de vida dos estudantes, especialmente nas áreas de Linguagem, Matemática e Tecnologias. Também foi possível fortalecer discussões sobre currículo, permanência escolar e valorização dos saberes construídos fora do espaço escolar.
Além das Escolas Municipais de Ensino Fundamental I (EMEFs) de Marília, participaram também coordenadores e professores dos municípios de Oriente e Vera Cruz, que atendem essa modalidade de ensino.
A formadora regional, professora Maraisa Silva Colognese reafirmou a importância da formação continuada como espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento das práticas pedagógicas na EJA. As discussões realizadas contribuem para ampliar o olhar dos educadores sobre os sujeitos da modalidade e sobre a necessidade de construção de uma educação mais humana, significativa e conectada às realidades sociais e culturais dos estudantes.
Nos dias 26 e 27 de maio de 2026, a Unesp de Marília sediou o Seminário Desenhos de Políticas Públicas de Educação Integral em Tempo Integral em Municípios Paulistas. O evento foi organizado pela professora Cláudia da Mota Darós Parente, líder do Grupo de Pesquisa Avaliação de Políticas Educacionais (GAPE).
A abertura contou com uma emocionante apresentação artística dos alunos da EMEF Professor Paulo Reglus Neves Freire. Sob a orientação dos professores Cláudio Roberto Machado e Silvia Vieira Martins, ambos do 5º ano, as crianças cantaram canções nacionais e recitaram poemas, exaltando a riqueza da cultura brasileira e evidenciando o excelente trabalho pedagógico da instituição.
Representantes de diversos municípios da região reuniram-se para debater eixos fundamentais para a área, como: gestão escolar; currículo; parcerias intersetoriais; financiamento e jornada docente.
Essas frentes guiaram as mesas-redondas, os painéis e as discussões ao longo dos dois dias. Após as exposições e os debates mediados pelos professores, os municípios compartilharam suas reflexões sobre o encontro.
Os representantes da Secretaria Municipal de Educação de Marília participaram de todo o evento, sendo expositores das mesas e painéis de currículo, gestão e de síntese do evento.
A fala da professora líder do GAPE sintetizou com precisão o sentimento coletivo de aprendizado “Quando nos debruçamos para comparar os desenhos das políticas públicas e as ações realizadas pelos municípios, abrimos a oportunidade de nos vermos, valorizarmos a nossa história como rede e, corajosamente, avançarmos nos pontos que pensamos ser necessários.”
Em consonância com a fala de Darós, os representantes de Marília destacaram que o evento promoveu uma rica troca de experiências e fortaleceu a relação entre os municípios. Além disso, surgiram ideias práticas e novas oportunidades para futuras visitas e interações mais profundas.
O seminário foi finalizado ao som de música brasileira e com um gesto simbólico: a entrega de mudas de plantas aos participantes. A ação representou a ideia de que a educação se faz no presente, mas funciona como o plantio de sementes cujo cultivo cuidadoso garantirá, no futuro, a colheita de excelentes frutos.
Inicialmente, realizou-se a apresentação dos novos professores de Educação Física que ingressaram na rede municipal por meio de processo seletivo, passando a integrar o grupo docente que atualmente conta com aproximadamente 30 professores atuando nas 21 unidades escolares de EMEF e EMEFEI do município, levando aulas de Educação Física e Recreação a mais de 8.700 alunos.
Durante o encontro, foram retomadas e discutidas as regras para a realização dos Jogos Escolares de 2026. Em seguida, deu-se continuidade ao estudo da Proposta Curricular Municipal de Educação Física, abordando temas como a diferenciação entre os conceitos de jogos e esportes, bem como as possibilidades de desenvolvimento dessas práticas nas aulas, considerando as diferentes faixas etárias dos estudantes.
Em um segundo momento, foi realizada uma atividade prática na quadra, possibilitando aos professores a vivência e experimentação de propostas pedagógicas aplicáveis às aulas de Educação Física. Durante a atividade, foram discutidas questões relacionadas à contribuição dessas práticas para o currículo escolar, estabelecendo conexões entre a Educação Física e outros componentes curriculares, como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Geografia.
Também foram debatidas estratégias de adaptação das atividades com foco na inclusão de alunos com deficiência (PcD). Nesse contexto, os professores participaram das práticas assumindo o papel de estudantes PcDs, socializando posteriormente as percepções vivenciadas e propondo novas adaptações que favoreçam ainda mais a inclusão e a participação de todos os alunos.
A Secretaria Municipal da Educação de Marília/SP, em consonância com as metas de elevação dos índices de alfabetização e proficiência matemática, mantém uma estrutura de formação continuada do Programa Alfabetiza Juntos em regime de cascata qualificada. Mensalmente, as técnicas de área dos Anos Iniciais, a Profª Marisa Xavier e Profª Maraísa Colognhese, participam ativamente das imersões e estudos teóricos promovidos no Polo de Bauru. Munidas desse repertório de excelência, as formadoras assumem a responsabilidade técnica de planejar, contextualizar e conduzir a replicabilidade das pautas formativas junto aos Coordenadores Pedagógicos de todas as unidades escolares do município.
Nos dias 19 e 20 de maio ocorreu o encontro para replicabilidade aos coordenadores da rede municipal do Módulo 3 consolidou o fluxo, oferecendo aos coordenadores subsídios práticos e teóricos estruturados para que as orientações didáticas cheguem com precisão à sala de aula. O objetivo final é otimizar as práticas docentes e instigar reflexões pedagógicas profundas com os professores da rede, impactando diretamente o desempenho e a aprendizagem real das crianças de 1º ao 5º ano.
O Módulo 3 foi intencionalmente desenhado para romper com o ativismo desprovido de reflexão e com o ensino puramente mecânico, dividindo-se em três pilares fundamentais:
1) Eixo Leitura: Fluência, Estética e Construção do Sentido Do 1º e 2º ano: O foco incidiu no desenvolvimento da fluência leitora como uma habilidade integrada, que interliga a decodificação precisa, o ritmo e a entonação (prosódia) à efetiva construção do sentido de palavras, frases e textos curtos. Utilizou-se como modelo a fruição estética a partir da crônica “Doras e Carmosinas” de Fernanda Montenegro, sensibilizando os educadores para o conceito de que ler é "um degrau acima" da mera decodificação funcional, exigindo o resgate da subjetividade e a formação do aluno como sujeito leitor autônomo. Do 3º ao 5º ano: A formação avançou para a articulação entre a fluência leitora, a prosódia e as estratégias cognitivas de localização de informações e inferência de sentidos. Por meio do estudo prático do gênero textual Notícia, os coordenadores debateram a progressão didática e a graduação de propostas de intervenção, ancorando-se nas diretrizes de Isabel Solé, que orienta a sistematização intencional das estratégias em três momentos fundamentais: antes, durante e após a leitura.
2) Eixo Matemática: Desconstrução de Padrões e Estímulo à Criatividade A formação do Módulo 3 introduziu uma reflexão crítica e inovadora fundamentada na obra “Um Toc na Cuca”, de Roger Von Oech. O estudo problematizou o papel dos padrões rígidos na rotina escolar, que, embora organizem a mente, podem atuar como bloqueios ao pensamento criativo. Criatividade em Matemática: Apoiando-se no referencial teórico de Gontijo e Fonseca, as formadoras instigaram os coordenadores a repensarem as práticas tradicionais que privilegiam a reprodução mecânica de algoritmos e respostas únicas. O Módulo 3 defendeu que a criatividade matemática se manifesta quando o estudante é estimulado e autorizado a buscar caminhos alternativos, formular hipóteses e desenhar estratégias originais na resolução de situações problema abertas e contextualizadas.
3) Pílula ERER (Educação para as Relações Étnico-Raciais) A formação incorporou de forma transversal a pílula formativa de ERER como um disparador reflexivo essencial para a expansão do repertório profissional e a desconstrução de vieses no ambiente escolar. Sistemas de Escrita e Literatura: Como caminhos práticos para a sala de aula, o Módulo 3 explorou os Adinkras, sistema de escrita visual e ideogramas do povo Asante (Gana), demonstrando como associar símbolos africanos (como o Sankofa) à produção de narrativas autorais e ao fortalecimento da oralidade. Complementarmente, foi introduzida a obra literária “Amoras”, do autor Emicida, evidenciando como a literatura infantil pode servir de base sensível e qualificada para abordar a representatividade, a diversidade étnico-racial e a construção da identidade positiva desde os anos iniciais.
A replicabilidade contínua realizada pelas técnicas de área Profª Marisa Xavier e Profª Maraísa Colognhese assegura o alinhamento de toda a rede municipal às mais modernas evidências de letramento literário e numérico. Ao capacitar os Coordenadores Pedagógicos com pautas repletas de "modelizações" práticas, a Secretaria Municipal da Educação garante que o planejamento escolar nas unidades seja focado em intervenções pedagógicas assertivas. Espera-se que as reflexões pedagógicas consolidadas neste estudo do Módulo 3 transformem o fazer cotidiano das salas de aula, promovendo ambientes de aprendizagem que valorizem o pensamento crítico, a equidade racial, a fluência de leitura e o raciocínio matemático autônomo. Como consequência direta dessa qualificação das práticas docentes, a rede projeta uma evolução sustentada nos indicadores de desempenho dos estudantes nas avaliações internas e externas, chancelando o compromisso de Marília com os padrões de excelência exigidos pelo Selo Ouro.
Educação de Marília realiza 1ª Formação de 2025/2026 para Professores Ingressantes
Encontro promovido pela equipe técnica de EMEF debateu a estruturação de rotinas pedagógicas e o uso de plataformas digitais na alfabetização.
A Secretaria Municipal da Educação de Marília realizou a primeira formação pedagógica voltada para os professores iniciantes dos anos letivos de 2025 e 2026. O encontro, sediado no Centro de Formação do município, foi planejado e conduzido pela Equipe Técnica de EMEF, composta pelos formadores Profª Marisa Xavier, Prof. Julio H. Okumura e Profª Camila Rodrigues. O objetivo central do encontro foi fornecer um consistente suporte teórico, técnico e reflexivo acerca da importância da rotina em sala de aula e da organização das atividades permanentes nos processos de alfabetização e consolidação da aprendizagem.
A abertura dos trabalhos foi conduzida pela Professora Marisa Xavier, que realizou a recepção de boas-vindas. Em sua fala, Marisa humanizou o espaço institucional ao demonstrar o quanto esses profissionais eram esperados e valorizados pela rede municipal, estabelecendo uma atmosfera de acolhimento essencial para o início da jornada pedagógica.
Dando sequência, o Professor Júlio Okumura assumiu a explanação dos temas do dia, iniciando uma profunda imersão reflexiva a partir da apreciação de uma obra de arte (a pintura clássica A Escola de Atenas) e de uma discussão sensível sobre a concepção de amor na docência.
O ponto alto da problematização deu-se em torno da célebre indagação: "Quem educa o educador?". Para responder a essa provocação, os docentes registraram suas impressões em post-its, culminando em um rico momento de partilha coletiva. O Professor Júlio sintetizou a reflexão amparada na máxima pedagógica de que: "O educador se educa na troca, na observação e na estruturação constante de sua própria prática".
Buscando resgatar o espírito ético da profissão, o professor destrinchou os significados etimológicos de Humildade e Humus (a terra fértil), evidenciando que o verdadeiro educador deve manter-se sempre fértil e aberto ao aprendizado constante, características fundamentais para quem atua na mediação do conhecimento.
A Professora Marisa Xavier retornou à fala para sistematizar os conceitos de rotina. Conforme detalhado no Guia Estratégico distribuído, a rotina não deve ser interpretada como uma lista engessada de tarefas ou um sinônimo de tédio, mas sim como uma infraestrutura de gestão pedagógica de alta precisão e uma ferramenta que situa o aluno e o professor no tempo e no espaço.
Amparando-se nos estudos de Bilória e Metzner (2013), Marisa explicou que o planejamento deve reconhecer a criança como um "sujeito histórico e social", mudando o papel do professor de mero transmissor de conteúdos para um líder estratégico. Sob a ótica cognitiva, a previsibilidade da rotina atua diretamente reduzindo a ansiedade dos alunos e liberando energia mental para o engajamento intelectual profundo.
A formação destacou os 4 Pilares da Rotina Organizada:
- Previsibilidade e Segurança: Reduz o estresse diário do aluno ao fazê-lo saber o que vai acontecer.
- Organização e Autonomia: Permite a transição da dependência infantil para a autogestão no tempo e espaço.
- Aprendizagem Eficaz: Otimiza o tempo pedagógico, evitando a fragmentação do ensino.
- Base para a Alfabetização: Garante o suporte sistêmico indispensável para os anos iniciais.
A discussão avançou para as Atividades Permanentes, conceituadas como ações educativas contínuas que transformam a teoria em hábito e auxiliam o professor na avaliação processual dos alunos. Marisa demonstrou que as habilidades devem estar articuladas de acordo com as necessidades cognitivas dos estudantes e organizadas em diferentes periodicidades:
- Diárias: Como a Acolhida, a Organização da Pauta na Lousa feita de forma coletiva, a Leitura Deleite, o Cabeçalho e o uso do Calendário.
- Semanais, Quinzenais e Mensais: Estruturas focadas no Ecossistema da Alfabetização que asseguram eixos de ensino como leitura de diferentes gêneros textuais, oralidade, escrita espontânea e variadas formas de organização social (trabalho individual, em duplas ou grupos).
As papeletas continham estratégias essenciais, tais como:
- Roda de Conversa (foco em linguagem, pensamento e autocontrole);
- Leitura feita pelo professor (professor como leitor modelo) e Leitura feita pelo aluno;
- Uso do Alfabeto Móvel para estudo de palavras-chave; Caixa surpresa e Jogos pedagógicos (ortográficos, matemáticos e digitais);
- Estratégias de leitura (antecipação, inferência, conexões, sumarização, etc.) e Intervenção textual em versões (reescritas e reflexão);
- Uso de materiais manipuláveis (Material Dourado, Ábaco, Blocos Lógicos).
Enquanto os grupos debatiam e colavam as papeletas nos quadrantes adequados, os formadores Marisa, Júlio e Camila percorriam as mesas. Longe de ser uma mera fiscalização, a equipe colheu os diálogos dos professores e promoveu interações de alta qualidade técnica, instigando-os a pensar na intencionalidade pedagógica de cada escolha. Ao final, os docentes socializaram suas matrizes, compartilhando argumentos e defendendo a distribuição do tempo com base no perfil de suas turmas.
Na reta final do encontro, a Professora Camila Rodrigues — responsável pelo suporte tecnológico pedagógico da rede — assumiu a palavra para tratar da evolução digital aplicada à alfabetização. Camila apresentou um panorama geral sobre a plataforma de leitura gamificada Elefante Letrado, detalhando sua organização interna e os benefícios didáticos que ela oferece para a imersão e fruição literária.
Ela estipulou as diretrizes e as expectativas de uso semanal da plataforma dentro do componente curricular de Língua Portuguesa, apontando a meta ideal de 15 minutos semanais de navegação por aluno. Além disso, como uma ferramenta crucial de diagnóstico para a rede de ensino, Camila disponibilizou aos docentes o link de orientações e o cronograma para a aplicação do 1º Teste de Fluência Leitora, instrumentalizando os novos professores para a identificação precisa do comportamento leitor de suas turmas.
O encerramento da formação confirmou o sucesso absoluto do encontro. A equipe técnica identificou um grupo de docentes altamente interessados, participativos e comprometidos com o aperfeiçoamento da prática pedagógica. Durante a avaliação final, os professores pontuaram temas prioritários que gostariam de ver aprofundados nas próximas formações. De maneira gratificante, muitos desses tópicos já coincidiam com o planejamento prévio e a árvore de competências desenhada pela equipe formadora da SME.
Como devolutiva e garantia de suporte contínuo, a equipe técnica disponibilizou oficialmente este Guia Estratégico de Práticas Docentes: Rotina e Atividades Permanentes na Alfabetização e Consolidação. Esse material de apoio serve como um "caderno de consulta vivo" para que os docentes possam revisitar os conceitos teóricos, as sugestões de organização do tempo e as estratégias das papeletas sempre que necessário, transformando a sala de aula em um território planejado de excelência pedagógica.
Encontro focado em estratégias práticas e na psicogênese da escrita reuniu docentes dos turnos da manhã e da tarde na Oficina Pedagógica.
A Secretaria Municipal da Educação (SME), através da sua Equipe Técnica de EMEF, realizou no passado dia 13 de maio, na Oficina Pedagógica, a 1ª Formação do Reforço Escolar do ano letivo de 2026. Sob o tema "Guia Prático e Reflexivo: Estratégias, rotinas e ferramentas para transformar o aprendizado", o encontro formativo foi dividido em dois turnos (manhã e tarde) e reuniu educadores em torno do aperfeiçoamento das práticas de alfabetização e intervenção pedagógica. A formação teve como tutores e execução técnica a Profª Marisa Xavier e o Profº Julio Hideyshi Okumura.
A abertura do evento contou com as boas-vindas das supervisoras de ensino Denise Fontes e Débora da Silva, que destacaram o papel estratégico dos professores de reforço na garantia do direito à aprendizagem de todos os estudantes da rede municipal.
Na sequência, o formador Professor Julio H. Okumura iniciou os trabalhos utilizando uma obra de arte clássica (A Escola de Atenas) como disparador reflexivo para introduzir a pergunta direcionadora: "Quem educa o educador?". Os professores foram convidados a registrar suas impressões em post-its, fixando-os em um painel coletivo. A análise das contribuições docentes deu-se por meio de uma abordagem puramente qualitativa. A equipe técnica buscou valorizar as bagagens individuais, contemplando o pensamento, a cultura, os hábitos e a trajetória humana de cada professor, reconhecendo que a identidade docente é indissociável da história pessoal de cada indivíduo.
A participação dos dois turnos (manhã e tarde) superou as expectativas, destacando-se pelas trocas de experiências horizontais e perguntas reflexivas que enriqueceram o aprendizado mútuo.
No segundo momento do encontro, a formadora Professora Marisa Xavier resgatou a fundamentação teórica sobre a psicogênese da língua escrita, baseada nos estudos científicos de Emília Ferreiro. O foco central foi diferenciar os conceitos fundamentais que guiam a prática pedagógica:
- Alfabetização vs. Letramento: Conceituou-se a Alfabetização como a mecânica do código (aquisição do sistema convencional e o mapeamento grafofonêmico). O Letramento foi definido como a aplicação social e cultural dessa leitura e escrita. Enfatizou-se um dos pontos mais contundentes do documento: a escola pública frequentemente fracassa quando negligencia a mecânica da alfabetização em prol do letramento, pois exige que a criança "voe" antes mesmo de ter construído o seu próprio motor.
- A Consciência Fonológica: Identificada como a base invisível e a raiz indispensável para a decodificação, englobando as habilidades preditoras de som, rima e sílaba.
- O Paradoxo do Realismo Nominal: Foi discutida a armadilha cognitiva em que crianças pequenas confundem o significante (a palavra escrita) com o significado (o objeto real). Explicou-se o Realismo Ontológico (achar que o nome emana do próprio objeto) e o Realismo Lógico (recusar a arbitrariedade da língua, como não aceitar chamar o Sol de "Lua" por ele ser grande e brilhante demais).
Avançando sobre os níveis de escrita estudados por Ferreiro, foram detalhadas as características de cada estágio por meio de uma atividade prática e reflexiva de análise de produções reais de alunos:
- Hipótese Pré-Silábica: Caracteriza-se pela ausência de relação entre o som e a grafia, uso de letras aleatórias ou do próprio nome e o apego ao critério de quantidade mínima de caracteres para que algo possa ser lido.
- Hipótese Silábica: Momento em que a criança compreende que a escrita representa os sons da fala e passa a registrar um grafema (uma letra) para cada sílaba falada (com ou sem valor sonoro convencional).
- Hipótese Silábico-Alfabética: Fase de transição crucial onde convivem a lógica silábica e a análise fonêmica; o aluno desmembra algumas sílabas em fonemas, mas mantém outras representadas por uma única letra.
- Hipótese Alfabética: Compreensão fonética completa do sistema de escrita. O aluno faz a análise sonora de todos os fonemas, embora cometa erros ortográficos típicos decorrentes da transcrição exata da fala (escrita fonética).
- Regularidade Direta: Relação direta e absoluta de "uma letra para um som" (ex: P, B, T, D, F, V), sendo o primeiro domínio consolidado na transição alfabética.
- Regularidade Contextual: Quando o som da letra depende das regras de vizinhança na palavra (ex: M antes de P e B; S com som de Z entre vogais; G antes de E ou I). Exige intervenções que façam o aluno relativizar a hipótese alfabética pura.
- Regularidade Morfológica e Concorrência: Onde a motivação estritamente fonética deixa de existir e a grafia passa a depender da gramática, da origem da palavra ou da memorização lexical (ex: adjetivos pátrios com "S" como chinesa vs. substantivos derivados com "Z" como realeza; ou a concorrência entre X e CH).
Para o encerramento do encontro, o Professor Julio H. Okumura expôs um valioso guia de critérios que atuam no desdobramento e clareza das características peculiares referentes às hipóteses de escrita das crianças. Os professores realizaram uma prática pensando num aluno real e preenchendo a ficha de forma avaliativa identificando os saberes do aluno e tendo clareza onde atuar considerando a zona de desenvolvimento proximal do aluno.
Esse quadro de critérios visa instrumentalizar os docentes a realizarem um planejamento semanal focalizado, otimizando o tempo pedagógico e gerando avanços qualitativos em um menor período de tempo.
O saldo da 1ª Formação foi considerado altamente positivo e transformador, evidenciando um grupo de professores extremamente motivado, dinâmico e comprometido.
A equipe de formadores da SME enfatizou o papel primordial e a identidade do professor de reforço nas unidades escolares: este profissional não deve ser visto como um mero reprodutor de conteúdos, mas como um educador dotado de um olhar sensível às aprendizagens, capaz de realizar intervenções cirúrgicas e pontuais que auxiliem os estudantes a superarem suas defasagens. Esse trabalho deve ocorrer de forma estritamente colaborativa com os professores titulares das salas regulares de aula.
Ficou estabelecido que todos os materiais trabalhados na formação, além de subsídios complementares, serão integralmente disponibilizados para fundamentar os planejamentos semanais. Por fim, reforçou-se a premissa de que os agrupamentos do reforço são essencialmente dinâmicos, acompanhando a fluidez da própria aprendizagem da criança. A coordenação técnica concluiu que, ao incidir com precisão pedagógica na Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) de cada aluno — respeitando seu nível real e desafiando seu potencial —, a expectativa da rede municipal é alcançar excelentes e robustos resultados de consolidação da escrita e leitura até o final do mês de junho de 2026.
Na data de 23/04/2026, reuniram-se na EMEF Professora Edméa Braz Rojo os professores de Educação Física da rede municipal de ensino, com o objetivo de alinhar as ações referentes ao ano letivo de 2026. Inicialmente, foi realizada a apresentação dos novos professores de Educação Física que ingressaram na rede por meio de processo seletivo, passando a integrar o grupo docente do município.
Na sequência, foram abordados temas relacionados à rotina pedagógica, com destaque para a Proposta Curricular Municipal de Educação Física, que contempla os eixos de ginástica, esportes, brincadeiras e jogos, dança e lutas. Ressaltou-se a importância de garantir aos alunos o acesso às cinco unidades temáticas ao longo do ano letivo, em consonância com as habilidades previstas.
Posteriormente, foram apresentadas as oficinas de enriquecimento curricular que compõem a grade das escolas de tempo integral, destacando-se a relevância do trabalho com a oficina de recreação, bem como a necessidade de evidenciar e registrar as atividades desenvolvidas nesses espaços.
Também foi discutido o formato do semanário, enfatizando sua importância como documento oficial. Foi ressaltado que, além de seu caráter administrativo, o semanário deve ser utilizado como instrumento de reflexão pedagógica, planejamento e definição de estratégias, incluindo o registro de ocorrências, feedback das aulas e percepções do professor, visando maior efetividade no processo de ensino-aprendizagem.
Retomou-se ainda o calendário de encontros, bem como a importância da divulgação dos trabalhos realizados nas unidades escolares. Outro ponto abordado foi a formação em beisebol, desenvolvida em parceria com o Nikkey Clube de Marília.
Em um segundo momento, o grupo foi dividido em dois. Os professores com maior experiência na rede ficaram responsáveis pela elaboração das regras dos jogos escolares de 2026, nas modalidades queimada e câmbio. Já os professores ingressantes participaram de uma reunião com o assistente de área, professor Eduardo, na qual foram discutidos aspectos relacionados à rotina escolar, considerando que se encontram em fase inicial na rede municipal.
Entre os temas abordados com esse grupo, destacaram-se: uso da caderneta, elaboração do semanário, postura na condução das aulas, organização de filas, uso do banheiro pelos alunos, registro de ocorrências, cumprimento de horários de entrada e saída, uso adequado de vestimentas, garantia da participação de todos os alunos nas aulas e organização da rotina.
O encontro foi considerado bastante produtivo, contribuindo para o alinhamento das práticas pedagógicas e o fortalecimento do trabalho coletivo dos professores de Educação Física da rede municipal.
No dia 26 de março de 2026, foi realizada a HEC (Hora de Estudo Coletivo) com os professores de Língua Inglesa e Educação Física da rede municipal na Oficina da Secretaria da Educação, no horário das 18h às 20h.
O encontro foi conduzido pelo psicólogo Gilson Cardoso, do CEMAEE – Centro Multidisciplinar de Atendimento Educacional Especializado Profª Yvone Gonçalves, dando sequência à formação “Mediação de Conflitos II”, que abordou a mediação de conflitos no ambiente escolar como tema central.
Nesta segunda etapa da formação, foi reforçada a importância da escola como um espaço de desenvolvimento da autonomia dos estudantes e da formação em valores. O conteúdo abordado destacou que os conflitos fazem parte das relações humanas e, no contexto escolar, devem ser compreendidos como oportunidades educativas, possibilitando o aprendizado de habilidades socioemocionais.
Foram discutidas estratégias de mediação que envolvem a escuta ativa, o diálogo respeitoso, a valorização da fala do outro e a busca por soluções coletivas. Também foi enfatizado o papel do professor como mediador, que deve atuar com sensibilidade, imparcialidade e intencionalidade pedagógica, contribuindo para a construção de um ambiente mais acolhedor e seguro.
Além disso, a formação trouxe reflexões sobre a necessidade de desenvolver nos alunos competências como empatia, respeito às diferenças, responsabilidade e autocontrole, favorecendo a convivência harmoniosa no ambiente escolar. Destacou-se ainda a importância de práticas que incentivem a resolução não violenta de conflitos no cotidiano escolar.
O encontro proporcionou momentos de troca de experiências entre os professores, permitindo a socialização de situações vivenciadas em sala de aula e a construção coletiva de estratégias para lidar com diferentes contextos de conflito.
A HEC reafirma, assim, seu papel como espaço de formação continuada, fortalecendo as práticas docentes e contribuindo para a melhoria das relações interpessoais e do processo de ensino e aprendizagem nas escolas da rede.
Como parte das ações do Pacto Nacional de Alfabetização e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos, os encontros de formação do Pacto da EJA (Regional de Marília, polo 15) foram retomados neste ano de 2026.
Na data de ontem, 24 de março, ocorreu o 6º Encontro de Formação do programa, na sede da Secretaria Municipal da Educação, com reflexões acerca da temática “Arte e Cultura na Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas”. O objetivo central foi estudar os fundamentos teórico-metodológicos sobre arte e cultura na EJA, valorizando a diversidade cultural e as práticas pedagógicas integradas às linguagens artísticas, em diálogo com os contextos socioculturais dos sujeitos da Educação de Jovens, Adultos e Idosos.
Além das Escolas Municipais de Ensino Fundamental I (EMEFs) de Marília, participaram também coordenadores e professores dos municípios de Oriente e Vera Cruz, que atendem essa modalidade de ensino.
A formadora regional, professora Maraisa Silva Colognese, afirmou que os encontros de formação são fundamentais para o fortalecimento das práticas pedagógicas na EJA, pois promovem momentos de estudo, troca de experiências e reflexão coletiva. Destacou, ainda, que a formação continuada contribui diretamente para a qualificação do trabalho docente, possibilitando que os professores desenvolvam estratégias mais significativas e contextualizadas, atendendo às especificidades dos educandos e garantindo uma educação mais inclusiva, humanizada e de qualidade.
No dia 10 de março de 2026, no Centro de Formação dos Profissionais da Educação, reuniu-se professores do 2º ano do Ensino Fundamental, professores coordenadores da rede municipal e a equipe da Secretaria Municipal da Educação de EMEF para a realização do encontro de formação com o tema "Fluência leitora" com a Profa Simone Capellini. A discussão desse tema é relevante para o desenvolvimento da leitura e da compreensão textual nos anos iniciais da escolarização. A formação foi conduzida pela Profa. Dra. Simone Aparecida Capellini é fruto da parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e o Laboratório de Investigação dos Desvios da Aprendizagem da UNESP de Marília, coordenado pela própria palestrante.
Durante a formação, foram apresentados e discutidos os processos envolvidos na leitura, destacando-se o reconhecimento de palavras, a decodificação e a compreensão. A palestrante explicou que a fluência leitora funciona como uma ponte entre a decodificação e a compreensão do texto, permitindo que o leitor reconheça palavras de forma automática e direcione sua atenção para o entendimento do que está sendo lido. Nesse contexto, foi ressaltado que leitores fluentes conseguem identificar palavras com rapidez e precisão, enquanto leitores com menor fluência tendem a cometer erros frequentes, apresentar dificuldades no reconhecimento de palavras e realizar leituras mais lentas e fragmentadas, sendo primordial a intervenção e encaminhamentos do docente.
Outro ponto abordado foi a teoria da automaticidade na leitura, que indica que a leitura proficiente ocorre quando o processo de decodificação se torna automático, exigindo menor esforço cognitivo. Quando essa automaticidade é alcançada, o leitor pode concentrar sua atenção na compreensão do texto e em outras tarefas cognitivas relacionadas à leitura.
A professora Simone Capellini também destacou que a fluência é um fenômeno multidimensional, envolvendo principalmente precisão (acurácia), velocidade (taxa de leitura) e prosódia, aspectos que impactam diretamente a compreensão leitora. Foi enfatizado que dificuldades em qualquer um desses elementos pode comprometer o entendimento do texto.
Além da abordagem teórica, foram apresentadas estratégias pedagógicas baseadas em pesquisas científicas para o desenvolvimento da fluência leitora em sala de aula. Entre as práticas destacadas estão: leitura repetida, leitura modelada, leitura sussurrada, leitura assessoradas com feedback corretivo, leitura compartilhada, leitura em coro, leitura em eco e teatro de leitores. Essas estratégias têm como objetivo favorecer a prática sistemática da leitura e promover maior segurança e autonomia dos alunos.
Um dos destaques da formação foi a explicação sobre a estratégia de leitura repetida, que consiste em realizar várias leituras orais de um mesmo texto, com nível de complexidade adequado ao aluno, até que se atinja um desempenho satisfatório. Foram apresentadas orientações práticas para sua aplicação, como a utilização de textos curtos (entre 150 e 200 palavras), a realização de até quatro leituras do mesmo texto e a frequência de três a cinco sessões semanais, com duração aproximada de 10 a 20 minutos cada. Também foi ressaltado que o foco dessa estratégia não deve ser apenas a velocidade de leitura, mas sim o desenvolvimento da precisão, da expressividade e da compreensão.
De modo geral, o encontro proporcionou aos professores participantes subsídios teóricos e metodológicos para o trabalho com a fluência leitora no 2º ano, reforçando a importância de práticas pedagógicas planejadas e baseadas em evidências científicas. A formação também evidenciou o papel da parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e a universidade na qualificação das práticas de alfabetização e no fortalecimento do processo de aprendizagem dos estudantes da rede municipal de Marília.
Durante o encontro, os participantes foram convidados a refletir inicialmente sobre o conceito de conflito, discutindo questões como o que se entende por conflito e se ele deve ser necessariamente visto como algo negativo. A partir dessas reflexões, foi debatido que os conflitos fazem parte das relações humanas e, quando bem conduzidos, podem se tornar oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento socioemocional e fortalecimento das relações no ambiente escolar.
Outro ponto abordado foi como Agimos diante de situações de conflito entre alunos. O psicólogo Gilson também trouxe contribuições sobre formas de mediação, escuta ativa, diálogo e construção coletiva de soluções, destacando o papel do professor como mediador no processo de resolução de conflitos.
O encontro buscou sensibilizar os professores para a importância de compreender as causas dos conflitos, evitar respostas imediatas baseadas apenas em punição e promover intervenções que favoreçam o diálogo, o respeito e a convivência saudável entre os estudantes.
Este foi o primeiro encontro dessa proposta formativa, que terá continuidade no dia 26 de março, quando as discussões serão aprofundadas e novas estratégias de mediação de conflitos no contexto escolar serão trabalhadas com os participantes.
HEC – Construção e Alinhamento da Anamnese no AEE
No dia 02 de março, durante a HEC, foi realizada a construção coletiva da Anamnese do Atendimento Educacional Especializado (AEE), em parceria com os professores do AEE.
O encontro teve como objetivo alinhar concepções e qualificar o instrumento enquanto ferramenta técnico-pedagógica de levantamento inicial de informações. Destacou-se que a anamnese deve ser compreendida como um documento dinâmico e passível de adequações, podendo ser aprimorado continuamente conforme sua aplicação nas entrevistas e nos diálogos estabelecidos com as famílias.
Ressaltou-se ainda que o instrumento tem a função de nortear a escuta qualificada, organizar dados relevantes sobre o desenvolvimento da criança e subsidiar o planejamento das intervenções pedagógicas, garantindo maior coerência entre as informações coletadas, a API, o PAEE e o PEI.
O momento favoreceu a padronização de procedimentos, o fortalecimento do trabalho colaborativo e a consolidação de práticas fundamentadas nos princípios da Educação Especial na perspectiva inclusiva.
No dia 26 de fevereiro de 2026, foi realizada, na Oficina da Secretaria da Educação, a HEC (Hora de Estudo Coletivo) com os professores de Língua Inglesa da rede municipal.
A HEC configura-se como um momento de grande relevância, pois oportuniza o encontro entre os docentes para a troca de ideias, compartilhamento de experiências e socialização de práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula. Esse espaço contribui significativamente para o fortalecimento do trabalho colaborativo e para a formação continuada dos professores, refletindo diretamente na qualidade do ensino.
Na ocasião, contamos com a participação especial do professor Hugo de Oliveira, que compartilhou suas vivências ao longo de sua trajetória profissional. Sua fala trouxe importantes reflexões e inspirações acerca do ensino da língua inglesa, enriquecendo o encontro com novas perspectivas e práticas. Atualmente, o professor é fundador da escola de inglês online beup.educa, onde segue contribuindo com a educação por meio de abordagens inovadoras.
A organização do encontro esteve sob a responsabilidade de Camila Rodrigues de Souza, integrante da equipe EMEF, que conduziu o momento com dedicação e compromisso, garantindo um espaço de diálogo e aprendizagem significativa entre os participantes.
Momentos como esse reforçam a importância da construção coletiva do conhecimento, evidenciando que a troca de experiências entre os profissionais da educação é fundamental para o crescimento profissional e para a constante melhoria do processo de ensino e aprendizagem.
Nos dias 23 e 25 de fevereiro, a Equipe Técnica de EMEF da Secretaria Municipal de Educação (SME) recebeu os especialistas do material didático “Um Giro pela Aprendizagem” para a realização de formações técnicas, conduzidas pelos profissionais da empresa Profº Paulo César Magri, Profº Jonas Baesso Garcia e Profª Jaqueline Carvalho Bolin.
No dia 23, a equipe técnica da EMEF alinhou os detalhes iniciais, preparando a formação destinada aos coordenadores pedagógicos, que ocorreu na manhã do dia 25 de fevereiro. A pauta deste primeiro encontro incluiu a apresentação da estrutura e das referências dos livros de Matemática, detalhados pelo Prof. Paulo C. Magri; de Língua Portuguesa, pela Profa. Jaqueline C. Bolin; e das funcionalidades da plataforma digital, apresentadas pelo Prof. Jonas B. Garcia.
A estrutura do material está em total consonância com a BNCC, o Currículo Paulista e as matrizes de avaliações externas, como o SAEB e o SARESP. O uso dos recursos didáticos da plataforma enriquece o currículo ao oferecer materiais digitais, livros, videoaulas para suporte ao professor e ferramentas de mensuração de dados. Essas métricas permitem o acesso rápido a resultados, facilitando a organização de intervenções pedagógicas mais assertivas pelas escolas e pela SME.
É fundamental destacar que o uso de tecnologias e seus recursos é indispensável no cotidiano escolar. A plataforma oferecida vai ao encontro dessa necessidade, qualificando os dados para diagnósticos e ações promissoras.
Dando continuidade ao cronograma, os coordenadores pedagógicos realizaram a replicação das informações sobre o material nesta quinta-feira (26/02), durante a Hora de Estudos Coletivos (HEC). O momento serviu para aprofundar a exploração iniciada no planejamento pedagógico e oferecer uma prévia do uso da plataforma aos docentes.
O período de apropriação do material ocorrerá ao longo das próximas formações, com o uso prático previsto para iniciar na próxima semana em todas as unidades de EMEF. A equipe técnica da SME permanecerá de prontidão para oferecer o suporte pedagógico necessário, priorizando sempre o diálogo, a escuta ativa e o fortalecimento da unidade da rede municipal de ensino.
No dia 12 de fevereiro de 2026, das 18h às 20h, realizou-se na Oficina da Secretaria Municipal da Educação de Marília, a Hora de Estudo Coletivo (HEC) destinada aos professores de Língua Inglesa dos Anos Iniciais da Rede Municipal de Ensino.
O encontro teve como objetivo promover a formação continuada dos docentes, fortalecer o planejamento pedagógico e alinhar as práticas educativas às orientações curriculares vigentes.
2. Desenvolvimento da Formação
2.1 Acolhimento
A HEC teve início com um momento de leitura conduzido pela professora Letícia Kondo, a partir da obra “Here We Are”, de Oliver Jeffers, proporcionando reflexão e inspiração para o trabalho pedagógico em sala de aula.
2.2 Planejamento Escolar e Datas Previstas
Foram socializadas as datas previstas para reuniões e momentos de planejamento escolar, com destaque para o período de 18 a 20/02/2026, que ocorrerá via Google Meet, podendo sofrer alterações conforme orientações da SME.
2.3 Habilidades Bimestrais e Alinhamento Curricular
Discutiu-se a organização das habilidades bimestrais, buscando alinhar o planejamento aos instrumentos de suporte à prática docente, como o Currículo em Ação, em consonância com:
∙ BNCC
∙ Proposta Curricular Municipal
2.4 Recursos Pedagógicos Disponíveis nas Escolas e Formação Docente
A equipe reforçou a importância do uso dos materiais e espaços escolares disponíveis para as aulas de inglês, como:
∙ Sala de informática e computadores;
∙ Jogos pedagógicos;
∙ Biblioteca escolar.
Ressaltou-se a necessidade de agendamento prévio para utilização desses recursos.
Além disso, foram sugeridos cursos online gratuitos voltados à formação continuada dos professores, disponibilizados em plataformas indicadas pela SME, como parte do processo de desenvolvimento profissional docente e aprimoramento das práticas pedagógicas.
2.5 Organização do Caderno do Aluno e Semanário
Foram apresentadas orientações para a organização do caderno dos estudantes, incluindo:
∙ Capa (nome do aluno, professor, ano e componente curricular); ∙ Cabeçalho completo;
∙ Rotina semanal.
Além disso, discutiu-se o preenchimento do semanário, destacando que o planejamento deve contemplar:
∙ Contextualização do conteúdo;
∙ Diagnóstico dos conhecimentos prévios;
∙ Desenvolvimento de atividades práticas;
∙ Momento de finalização e conexão com a aula seguinte.
Orientou-se também o registro de:
∙ Tema e páginas do Currículo em Ação;
∙ Estratégias da Hora da Leitura;
∙ Músicas trabalhadas em aula (Hello, Bye Bye, entre outras).
2.6 Atividade Prática e Reflexão Metodológica
A formação incluiu uma atividade colaborativa voltada à reflexão sobre as práticas de ensino de Língua Inglesa nos Anos Iniciais, fundamentada nos princípios do currículo municipal:
∙ Ludicidade
∙ Aprendizagem significativa
∙ Currículo em espiral
∙ Totalidade da língua
∙ Interculturalidade
∙ Formação integral
∙ Interdisciplinaridade
Foi proposta uma dinâmica em quatro etapas:
1. Aquecimento lúdico
2. Construção coletiva de atividades
3. Visualização do currículo em espiral
4. Reflexão intercultural e formativa
3. Encerramento
A Hora de Estudo Coletiva foi finalizada com agradecimentos e encaminhamentos para o próximo encontro formativo, reforçando a importância do trabalho coletivo e do alinhamento pedagógico para a qualidade do ensino de Língua Inglesa na Rede Municipal.
Participaram da reunião articuladoras municipais, professoras coordenadoras das escolas estaduais do munícipio de Marília, e de escolas municipais de municípios parceiros, vinculadas à Diretoria de Ensino de Marilia.
O primeiro momento da reunião foi conduzido pela Supervisora Bárbara que deu as boas-vindas e, juntamente com a supervisora Denise e a Eliana, que também são Articuladoras Regionais, trataram sobre as funções do Articulador Municipal e os critérios do Selo Ouro 2025, destacando a importância do registro correto da documentação comprobatória.
Em seguida, a reunião foi conduzida pelas PECs (Professoras Especialistas em Currículo) Eliana e Natália, que trataram sobre os seguintes assuntos:
- Análise dos dados da Avaliação de Saída/2025 da Fluência Leitora;
- Orientações sobre a Sondagem Inicial (seguir manual);
- Análise dos dados de Alfabetização da rede estadual e dos municípios;
- Apresentação do “Sistema FDE – mapa classe” que já é utilizado na rede estadual e será implementado nos municípios;
- Orientações sobre a atuação dos professores tutores nas escolas;
- Reflexões sobre o processo de aprendizagem e análise do currículo.
A reunião configurou-se como um espaço formativo de grande relevância, favorecendo a análise crítica de dados, o alinhamento das práticas pedagógicas e o fortalecimento das estratégias de acompanhamento e intervenção no processo de ensino e aprendizagem. As discussões realizadas contribuíram para ampliar a compreensão sobre os desafios e as potencialidades do trabalho pedagógico, promovendo reflexões qualificadas acerca do currículo e das ações voltadas à garantia do direito à aprendizagem. Esse momento coletivo reforçou o compromisso com a melhoria contínua da qualidade da educação e com a construção de práticas cada vez mais eficazes e significativas.
Como ação inicial dessa parceria, foi realizada uma formação destinada às cuidadoras que atuam nas unidades escolares da rede municipal de Marília, profissionais pertencentes à empresa Polly, terceirizada do Município. A formação foi voltada às práticas inclusivas em sala de aula, com foco nas áreas de Educação Física, Psicologia e Pedagógica, ressaltando a importância da atuação dessas profissionais no processo de inclusão e no desenvolvimento dos estudantes.
A abertura do evento contou com a presença do Secretário Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Sr. Marcos Costa; do vice-prefeito, Sr. Rogerinho; do presidente da Câmara Municipal, Sr. Danilo Bigeschi; da Secretária Municipal da Educação, Sra. Rosimeire Frazon; da vereadora Sra. Vânia Ramos; da Secretária Municipal da Saúde, Sra. Paloma Libanio; do Secretário do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Sr. Vítor Gazola dos Santos, além da equipe do Centro TEA Paulista.
A formação ocorreu no Centro de Formação do Município, localizado na Rua Santa Carolina, nº 158-B, bairro Higienópolis, zona Oeste da cidade, nos dias 19 de janeiro de 2026, das 8h às 17h, e 20 de janeiro de 2026, das 8h às 12h. Aproximadamente 400 cuidadoras participaram da ação formativa.
A Assistente Técnica de Área da equipe da EMEF, Camila Rodrigues de Souza, acompanhou a formação, contribuindo para o alinhamento das ações propostas com as demandas da Rede Municipal de Educação.
Essa iniciativa representa um passo fundamental na consolidação de uma educação verdadeiramente inclusiva, pautada no respeito à diversidade, na valorização dos profissionais de apoio escolar e no fortalecimento das práticas pedagógicas inclusivas no ambiente educacional.