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15/05/2026

1ª Formação para Docentes Ingressantes (2025/2026)

 
Educação de Marília realiza 1ª Formação de 2025/2026 para Professores Ingressantes
Encontro promovido pela equipe técnica de EMEF debateu a estruturação de rotinas pedagógicas e o uso de plataformas digitais na alfabetização.
 
A Secretaria Municipal da Educação de Marília realizou a primeira formação pedagógica voltada para os professores iniciantes dos anos letivos de 2025 e 2026. O encontro, sediado no Centro de Formação do município, foi planejado e conduzido pela Equipe Técnica de EMEF, composta pelos formadores Profª Marisa Xavier, Prof. Julio H. Okumura e Profª Camila Rodrigues. O objetivo central do encontro foi fornecer um consistente suporte teórico, técnico e reflexivo acerca da importância da rotina em sala de aula e da organização das atividades permanentes nos processos de alfabetização e consolidação da aprendizagem.
A abertura dos trabalhos foi conduzida pela Professora Marisa Xavier, que realizou a recepção de boas-vindas. Em sua fala, Marisa humanizou o espaço institucional ao demonstrar o quanto esses profissionais eram esperados e valorizados pela rede municipal, estabelecendo uma atmosfera de acolhimento essencial para o início da jornada pedagógica.
Dando sequência, o Professor Júlio Okumura assumiu a explanação dos temas do dia, iniciando uma profunda imersão reflexiva a partir da apreciação de uma obra de arte (a pintura clássica A Escola de Atenas) e de uma discussão sensível sobre a concepção de amor na docência.
O ponto alto da problematização deu-se em torno da célebre indagação: "Quem educa o educador?". Para responder a essa provocação, os docentes registraram suas impressões em post-its, culminando em um rico momento de partilha coletiva. O Professor Júlio sintetizou a reflexão amparada na máxima pedagógica de que: "O educador se educa na troca, na observação e na estruturação constante de sua própria prática".
Buscando resgatar o espírito ético da profissão, o professor destrinchou os significados etimológicos de Humildade e Humus (a terra fértil), evidenciando que o verdadeiro educador deve manter-se sempre fértil e aberto ao aprendizado constante, características fundamentais para quem atua na mediação do conhecimento.
A Professora Marisa Xavier retornou à fala para sistematizar os conceitos de rotina. Conforme detalhado no Guia Estratégico distribuído, a rotina não deve ser interpretada como uma lista engessada de tarefas ou um sinônimo de tédio, mas sim como uma infraestrutura de gestão pedagógica de alta precisão e uma ferramenta que situa o aluno e o professor no tempo e no espaço.
Amparando-se nos estudos de Bilória e Metzner (2013), Marisa explicou que o planejamento deve reconhecer a criança como um "sujeito histórico e social", mudando o papel do professor de mero transmissor de conteúdos para um líder estratégico. Sob a ótica cognitiva, a previsibilidade da rotina atua diretamente reduzindo a ansiedade dos alunos e liberando energia mental para o engajamento intelectual profundo.
A formação destacou os 4 Pilares da Rotina Organizada:
  1. Previsibilidade e Segurança: Reduz o estresse diário do aluno ao fazê-lo saber o que vai acontecer.
  2. Organização e Autonomia: Permite a transição da dependência infantil para a autogestão no tempo e espaço.
  3. Aprendizagem Eficaz: Otimiza o tempo pedagógico, evitando a fragmentação do ensino.
  4. Base para a Alfabetização: Garante o suporte sistêmico indispensável para os anos iniciais.
A professora enfatizou que o planejamento deve ser coerente com as condições reais, os espaços, os tempos, os contextos e as vivências culturais trazidas pelos próprios alunos.
A discussão avançou para as Atividades Permanentes, conceituadas como ações educativas contínuas que transformam a teoria em hábito e auxiliam o professor na avaliação processual dos alunos. Marisa demonstrou que as habilidades devem estar articuladas de acordo com as necessidades cognitivas dos estudantes e organizadas em diferentes periodicidades:
  • Diárias: Como a Acolhida, a Organização da Pauta na Lousa feita de forma coletiva, a Leitura Deleite, o Cabeçalho e o uso do Calendário.
  • Semanais, Quinzenais e Mensais: Estruturas focadas no Ecossistema da Alfabetização que asseguram eixos de ensino como leitura de diferentes gêneros textuais, oralidade, escrita espontânea e variadas formas de organização social (trabalho individual, em duplas ou grupos).
Em seguida, os professores participaram de uma oficina prática e reflexiva. Organizados em grupos, eles receberam uma tabela vazia com as divisões temporais (Diárias, Semanais, Quinzenais e Mensais) e um conjunto de papeletas contendo propostas didáticas estruturadas para a alfabetização e consolidação da aprendizagem.
As papeletas continham estratégias essenciais, tais como:
  • Roda de Conversa (foco em linguagem, pensamento e autocontrole);
  • Leitura feita pelo professor (professor como leitor modelo) e Leitura feita pelo aluno;
  • Uso do Alfabeto Móvel para estudo de palavras-chave; Caixa surpresa e Jogos pedagógicos (ortográficos, matemáticos e digitais);
  • Estratégias de leitura (antecipação, inferência, conexões, sumarização, etc.) e Intervenção textual em versões (reescritas e reflexão);
  • Uso de materiais manipuláveis (Material Dourado, Ábaco, Blocos Lógicos).
 
Enquanto os grupos debatiam e colavam as papeletas nos quadrantes adequados, os formadores Marisa, Júlio e Camila percorriam as mesas. Longe de ser uma mera fiscalização, a equipe colheu os diálogos dos professores e promoveu interações de alta qualidade técnica, instigando-os a pensar na intencionalidade pedagógica de cada escolha. Ao final, os docentes socializaram suas matrizes, compartilhando argumentos e defendendo a distribuição do tempo com base no perfil de suas turmas.
Na reta final do encontro, a Professora Camila Rodrigues — responsável pelo suporte tecnológico pedagógico da rede — assumiu a palavra para tratar da evolução digital aplicada à alfabetização. Camila apresentou um panorama geral sobre a plataforma de leitura gamificada Elefante Letrado, detalhando sua organização interna e os benefícios didáticos que ela oferece para a imersão e fruição literária.
Ela estipulou as diretrizes e as expectativas de uso semanal da plataforma dentro do componente curricular de Língua Portuguesa, apontando a meta ideal de 15 minutos semanais de navegação por aluno. Além disso, como uma ferramenta crucial de diagnóstico para a rede de ensino, Camila disponibilizou aos docentes o link de orientações e o cronograma para a aplicação do 1º Teste de Fluência Leitora, instrumentalizando os novos professores para a identificação precisa do comportamento leitor de suas turmas.
O encerramento da formação confirmou o sucesso absoluto do encontro. A equipe técnica identificou um grupo de docentes altamente interessados, participativos e comprometidos com o aperfeiçoamento da prática pedagógica. Durante a avaliação final, os professores pontuaram temas prioritários que gostariam de ver aprofundados nas próximas formações. De maneira gratificante, muitos desses tópicos já coincidiam com o planejamento prévio e a árvore de competências desenhada pela equipe formadora da SME.
Como devolutiva e garantia de suporte contínuo, a equipe técnica disponibilizou oficialmente este Guia Estratégico de Práticas Docentes: Rotina e Atividades Permanentes na Alfabetização e Consolidação. Esse material de apoio serve como um "caderno de consulta vivo" para que os docentes possam revisitar os conceitos teóricos, as sugestões de organização do tempo e as estratégias das papeletas sempre que necessário, transformando a sala de aula em um território planejado de excelência pedagógica.
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